Como Falar Com Uma Criança Sobre a Morte De Um Animal De Estimação?

Como Falar Com Uma Criança Sobre a Morte De Um Animal De Estimação?

O mais importante é ser sensível aos sentimentos da criança diante desse momento doloroso!

Se há uma coisa difícil de explicar para uma criança, é a morte. Como regra geral, o mais comum é que as crianças devem enfrentar a morte de um animal de estimação amado antes de qualquer outro, o que torna este episódio uma chave no desenvolvimento emocional da criança.

Saber como lidar com a morte de um animal de estimação é essencial para ajudar a enfrentar despedidas finais sem perder a alegria.

Além disso, é fundamental oferecer conforto mesmo quando se compreende que a perda é insubstituível.

Para onde vão os cães quando morrem?

Talvez essa seja a pergunta mais comum, já que os adultos geralmente explicam às crianças que seu animal de estimação saiu sem dizer mais nada.

Logicamente, surge a pergunta: “Para onde foi meu animal de estimação?”

Existem diferentes maneiras de lidar com esse momento. Talvez possamos dar algumas recomendações, mas lembrando sempre que cada caso é diferente e que a pessoa que carrega essa notícia deve ser muito compreensiva e sensível aos sentimentos das crianças.

Uma das formas de lidar com isso é expor a situação às crianças com sinceridade, mas sem antecipar eventos, para que possam aceitar o processo pouco a pouco.

Algumas experiências compartilhadas

Recentemente conheci uma linda história de uma mãe que teve que conversar com a filha sobre a convulsão de seu gato. A cena era mais do que angustiante para todos os envolvidos, mas era hora de abordar o assunto.

Quando a menina perguntou o que estava acontecendo, a mãe imediatamente explicou que era uma convulsão. “Ele vai morrer?”, perguntou a menina. “Ainda não, mas eu prometo a você que, se eu souber que ele vai morrer, vou te contar”, disse a mãe.

Com essa resposta, a mãe ajudou a menina a ver a oportunidade de acompanhar um ente querido em um processo difícil e a ajudou a fechar o ciclo emocional sem criar alarme antes do tempo e sem criar resistência.

Outro depoimento nos fala de um rapaz cujo cão morreu. Sua mãe teve que dizer que ele tinha ido embora.

O menino, aflito, decidiu escrever uma carta ao seu amigo canino, perguntando para onde ele foi e dizendo adeus a ele.

Sua mãe o levou para a caixa de correio, mas o que ela não esperava foi receber uma resposta de “seu cachorro”.

Na carta, o suposto cachorro explica ao menino que ele foi para o céu, um lugar melhor, e que de lá ele cuidaria dele.

Assim, a criança conseguiu reduzir sua ansiedade e sentir que ele poderia continuar com sua vida.

A mãe investigou quem havia escrito a carta. Ele era um funcionário dos correios que sentia compaixão pela criança e queria ajudar a encerrar o assunto.

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